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  • Foto do escritorGibran Numeh

Qual a diferença entre um psicólogo e um psiquiatra?

Quando o assunto é saúde mental, ainda existem muitas dúvidas relacionadas às diferenças na atuação dos psicólogos e dos psiquiatras. 



psicólogo


Antes de tudo, é importante saber que essas duas profissões são essenciais para que as pessoas possam se sentir emocionalmente melhores e mais fortes, trabalhando diretamente com as questões internas de cada um e procurando encontrar caminhos maduros e saudáveis para a resolução de problemas. 


Dito isso, vamos nos aprofundar sobre as características peculiares de cada uma delas:


O que faz um psicólogo? 


Trata-se do profissional com graduação em Psicologia e, por esse motivo, direciona o seu olhar para os processos mentais, emocionais e comportamentais dos seus pacientes, levando em consideração o ambiente no qual eles vivem, suas experiências de vida e suas rotinas, entre outros fatores. 


O psicólogo clínico está apto para prevenir e contribuir com o tratamento de transtornos mentais por meio da chamada psicoterapia, uma conversa na qual a pessoa “coloca para fora” seus sentimentos sobre o seu dia a dia e seus relacionamentos e é orientada sobre formas diferentes de pensar sobre essas questões. 


Este especialista pode conduzir a sessão a partir de diferentes metodologias, como a cognitivo-comportamental, a psicanálise e a humanista. Independente da abordagem terapêutica, o mais importante é que o paciente se sinta seguro para falar sobre aquilo que precisa, sem medo de ser condenado ou julgado por isso. 



psicólogo


O que faz um psiquiatra? 


Por sua vez, este profissional tem graduação em Medicina e Residência Médica ou Pós-graduação em Psiquiatria. Por possuir uma formação médica, ele atua para além dos padrões comportamentais e emocionais do indivíduo, analisando-o fisiologicamente com o objetivo de identificar mudanças nos padrões neurobiológicos do cérebro e propor tratamentos que restabeleçam o equilíbrio dinâmico cerebral


Da mesma forma que os psicólogos, os psiquiatras utilizam a ferramenta de escuta ativa em suas sessões para poder identificar os sintomas que a pessoa apresenta. A diferença é que, enquanto na Psicologia o foco é analisar o comportamento disfuncional que está causando sofrimento, na Psiquiatria, é realizada uma avaliação da história das queixas do paciente, correlacionando esses conflitos com as alterações físicas que ele pode apresentar.  


Assim, é comum que o médico psiquiatra solicite alguns exames para que possa fechar um diagnóstico correto. Em alguns casos, é possível que a pessoa se sinta mal não devido a um transtorno, mas por uma deficiência hormonal ou vitamínica, por exemplo, o que pode ser resolvido com a prescrição de alguns remédios específicos. 


Aliás, essa é uma das distinções mais importantes entre psicólogos e psiquiatras: o segundo é o único que está apto para incluir uma intervenção farmacológica quando julgar necessária. 


Por que é importante que esses profissionais atuem em conjunto? 


Dependendo do diagnóstico, o trabalho em conjunto dessas duas profissões é muito bem-vindo para aliviar os sintomas do paciente, já que ele é exposto com maior frequência a processos terapêuticos benéficos para a sua melhora. 


Com a medicação correta e tendo ambientes seguros para desabafar sobre aquilo que sente, aumentam-se as chances de a pessoa em questão recuperar o bem-estar e o equilíbrio mental o quanto antes, voltando a executar suas atividades cotidianas com qualidade. 


Estou à disposição em caso de dúvidas sobre o meu trabalho.


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